Aula 02 -  Historicização do vídeo no norte global e na América Latina

Na segunda semana buscamos:

- Pensar um pouco sobre questões que permeiam a historicização do vídeo como forma de arte.

- Ter contato com alguns dos artistas que costumam figurar na maioria das narrativas históricas globais sobre a vídeoarte.

- Mais do que encarar uma apresentação das narrativas as quais confiamos o papel de nos apresentar “a história da videoarte”, vamos promover uma reflexão sobre como as práticas artísticas videográficas desafiaram as categorizações e os conceitos que marcam a disciplina e o fazer da História da Arte, considerando especialmente a América Latina.

Por quem passamos?

Andy Warhol, Anna Bella Geiger, Bruce Nauman, Carlos Leppe, David Lamelas, Documenta 6, Flávio de Carvalho, Gaston Ugalde, Gene Youngblood, Hélio Oiticica, Letícia Parente, Imagen en Caracas, Joan Jonas, Juan Downey, Julio Plaza, Marcel Duchamp, Marta Minujin, Nam June Paik, Paulo Hernkenhoff, Peter Campus, Pola Weiss, Rafael Hastings, Rodrigo Castaño, Robert Morris, Sandra Isabel Llano, Steine Vasulka, Sônia Miranda, Sônia Andrade,  Walter Zanini, Wesley Duke Lee, Woody Vasulka, Wolf Vostell, Vito Acconci, Videobrasil.

Para considerarmos que:

- Olhar para o passado é relevante para perceber especialmente os pontos pouco discutidos, esquecidos, invisibilizados, obliterados, do discurso histórico.

- Que o vídeo desempenhou um papel crítico na desestabilização de paradigmas da Arte que foram entrando em colapso.

- Que o vídeo mediava a relação da arte com transformações sociotécnicas que marcavam a experiência da imagem após a Segunda Guerra Mundial.

- Países como Argentina, Brasil e Venezuela possuem interessantes histórias relacionadas a videoarte, apesar das limitações materiais dos artistas e instituições da época.

- As narrativas de arte moderna, pós-moderna e contemporânea produzidas na América do Norte e na Europa são precondicionadas pela trajetória centrada nas teorias de Clement Greenberg sobre o que contava como arte no século XX.

- As narrativas que existem sobre o que é arte, artista, modernismo, pós-modernismo, partem de uma visão, muitas vezes, masculina.