• Ruy Cézar Campos

[Glossário] Vídeoesfera

Atualizado: 18 de Out de 2019


Conceito proposto por Andreas Treske para se compreender o vídeo como um ambiente (Umgebung), com uma ênfase em seu caráter espacial e relacional, conforme sua evolução marcaria sua saída da posição de um “veículo técnico” ou de um dispositivo aplicado pela indústria da programação para a posição de uma rede de relações sociais em um espaço social híbrido, uma tecnologia social onde interagem humanos, sua comunicação e outros organismos.


A esfera, enquanto metáfora, inclui a nós e ao vídeo como corpos equiparáveis em seu caráter social, portanto agentes e não representações de relações. Nosso movimento para a vídeoesfera se dá quando compartilhamos algo e uma conexão assim é estabelecida. O compartilhar espacializa, de acordo com Treske (2013, p. 15), uma esfera que constitui um sentimento de proximidade e ajuntamento (togetherness), uma zona de intimidade, a partir de atividades relacionais e eventos. Na cultura digital, movimentamo-nos por um espaço, explorando-o, percebendo-o, transmitindo-o, arquivando-o, comprimindo-o, reformando-o, interagindo-o, operando-o como uma mídia.


Referências

TRESKE, Andreas. The Inner Life of Video Spheres. Institute of Network Culture. Amsterdam, 2013.